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Memória
Transferência de ICMS no Estado
Outubro de 2002
Como se não bastassem as várias denúncias
de corrupção, o atual Governador do Espírito Santo, José
Ignácio Ferreira, também foi acusado de ser o protagonista do
mais recente escândalo do bando tucano (esta referência parece desarticulada,
uma vez que o texto não vai explicar a razão de estarmos considerando
o PSDB uma 'bando'), partido ao qual pertencia. José Ignácio teria
cobrado propinas e desviado verbas do Banco do Estado (Banestes) para a sua
campanha.
As denúncias, que já foram envidas ao Supremo
Tribunal de Justiça, contêm um dossiê com dezenas de fitas
feitas por um lobista e revelam um esquema de cobrança de "ágios"
para transferência de créditos do Imposto de Circulação
de Mercadorias e Serviços (ICMS) a empresas. Essas propinas somadas chegariam
a, pelo menos, R$ 800 mil.
Diz ainda que (esta formulação é muito
estranha!) Consta ainda uma declaração do Sr. João Batista
Prúcolli, que teria pago R$ 835 mil esperando, em contrapartida, a aprovação
de transferência de ICMS entre empresas na qual ele receberia comissão
sobre o valor total de negócios.
Essas irregularidades envolveriam diretamente a mulher do Governador,
Maria Helena Ferreira, e assessores próximos a José Ignácio.
Visando minimizar a pressão que vem sendo feita pela opinião pública,
o Governador demitiu a primeira-dama e outros auxiliares de seus "cargos
de confiança".
Seguindo o exemplo do governo federal e da cúpula tucana,
José Ignácio tentou impedir as investigações dos
escândalos. Uma tentativa inútil uma vez que José Inácio
acabou sendo investigado a partir da apresentação dos fatos.
Diante desta situação, as lideranças do
bando tucano nacional falaram em "rifar" José Ignácio,
que acabou se desligando do partido, numa tentativa de desvincular a legenda
das denúncias de irregularidades administrativas; e articularam uma intervenção
no diretório do partido no Estado.
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