Toda copa do mundo é quase a mesma coisa. Muito álcool, comemoração, excessos em homenagem a pátria, confraternização e torcida pelo nosso futebol. Alguns acompanham futebol ao longo dos anos, sabem os nomes dos jogadores, a posição e o time onde jogam. Outros, torcem apenas pela seleção brasileira, ou melhor, torcem pelo Brasil. É isso mesmo, torcem pelo Brasil em quatro em quatro anos. É triste a constatação, mas é verdadeira. É uma pena que a maioria não torça pelo Brasil todos os anos e todos os meses, independente da copa do mundo. Seria ótimo torcer e lutar para que o Brasil diminuísse os índices de criminalidade e de corrupção, construíssem e patrocinassem ainda mais a saúde, a segurança e a educação, do que fazer "investimentos" em estádios, times ou campeonatos com dinheiro público, enquanto grande parte da população brasileira fica a mingua, torcendo para ser atendida no hospital público, torcendo para conseguir uma vaga na creche para o filho, torcendo para receber o famingerado bolsa família.
Em São Paulo, o Município e o Estado se negaram a fazer investimentos públicos em estádio de futebol para a próxima copa do mundo, a realizar-se no Brasil. Um bom exemplo, pois não é possível patrocinar com dinheiro público as corridas de carros, futebol, micaretas, carnaval, etc..., enquanto a saúde está na UTI, a educação está de castigo e a segurança pública está aprisionando os cidadãos de bem dentro de seus lares.
Por que os craques milionários do futebol não fazem investimentos em estádio de futebol, vez que alegam ser um bom negócio? A regra é quase sempre a mesma, fazem investimentos em estádios com o dinheiro público, repassando posteriormente o estádio ao particular, como se fosse a solução do custeio, que por sua vez não dá contra partida, que passa (na maioria das vezes) a figurar na lista dos devedores da previdência, deixando mais uma vez os débitos para todos nós, amantes ou não do futebol, e chutam para frente às responsabilidades, na justificativa de alcançar um gol. É gol contra! Em ano de eleição, todo cuidado é pouco. Parece que a máxima quer se repetir, querem privatizar os lucros e socializar os prejuízos.