Artigo

A arte de lidar com o dinheiro

Sirlei Torezani
Consultor em finanças pessoais, graduado em Administração de Empresas pela FABAVI - Faculdade Batista de Vitória



A falta de habilidade com o dinheiro leva muitas pessoas a adquirirem sérios problemas e muitas dores de cabeça. A busca por uma Educação Financeira e uma mudança de hábitos pode ser uma solução que está bem mais perto do que se imagina.

Não é à toa que já filosofava o cantor Paulinho da Viola: "dinheiro na mão é vendaval". Se verdade não fora, dois terços da população brasileira não estaria extremamente endividada. Todavia, não devemos atribuir toda culpa às pessoas que fazem parte deste grupo. A verdade é que o berço educacional nos prepara muito mais para sermos consumidores do que poupadores. Finanças pessoais deveria ser uma das matérias prioritárias nas escolas.

O que se vê, e a cada dia de uma forma muito mais envolvente, é um mundo onde reina a vendagem de produtos (e serviços) em condições quase que irrecusáveis. O marketing das lojas são muito mais bem preparados para vender os produtos, do que as pessoas estão para avaliar a compra. Compra-se por impulso, muito mais do que por necessidade.

Mas o que fazer então quando os profissionais da venda "criam" no consumidor tal necessidade? Educação Financeira seria a resposta! Mas, vale ressaltar que mexer na zona de conforto das pessoas no é tarefa nada fácil. Aprender depois de "grande", quando já se tem quase todas as opiniões formadas a respeito de quase tudo, dá um pouco mais de trabalho, principalmente quando isso não faz parte da cultura. Mas, não é impossível. O tempo de mudança chama-se hoje!

As pessoas não podem ficar eternamente reféns de um comportamento. A falta de habilidade de lidar como o dinheiro, tão perseguido por todo mundo, acaba se tornando um "algoz" que nos tira o sono e nos agrega diversas doenças psicossomáticas, inclusive. Não é questão de você querer ou não, elas vêm sem pedir licença como uma imperdoável conseqüência de um ato, na maioria das vezes, impensado. E isso não é restrito apenas à classe mais baixa da sociedade, base da pirâmide social. Afeta grandes e pequenos, ricos e pobres, instruídos ou não. Neste momento, todos se igualam no mesmo nível e, o que fará a diferença a partir de então, é a disciplina que rege a vontade de cada um.

Em síntese, não se pode fadar o futuro ao fracasso apenas pelas experiências inglórias do passado. Nossa vida é um constante aprendizado e, se já se sabe sobre algo, por que não aperfeiçoar? Se já se é um poupador, por que não investir? Uma simples mudança de hábitos pode fazer toda a diferença! Fácil não será, mas, na vida, o que é que vem de graça, "injeção na testa"? Não cola mais!!!





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